sexta-feira, 12 de junho de 2020

A experiência das corridas virtuais

Aos poucos começam a aparecer cada vez mais corridas virtuais na maioria dos organizadores.

Até agora, inscrevi-me apenas nas gratuitas, dinamizadas pelas 3 maiores empresas de organização de eventos de Lisboa:
- a Maratona Clube de Portugal Virtual Race (MCP)
- a Corrida de Santo António (HMS)
- a Maratona dos Herois (Xistarca)

Os desafios começam a ser idênticos e o que reparo é que a maioria das pessoas inscreve-se nas plataformas e uma corrida "satisfaz" várias corridas.

Então como diferenciar: premiar os atletas.
Umas dão medalhas (MCP + Correr Lisboa), outras valem sorteios de dorsais (como a Transfronteriza), outras valem ofertas solidárias (Santo António e a dos Heróis) e vales de combustível (Santo António).

Não percebo porém as organizadoras do Porto que insistem em fazer as pessoas pagar para as "competições". Mesmo sendo solidárias e com as gratuitas, devia ser dada a opção para quem quisesse "contribuir". Mais, não percebo como os patrocinadores alinham nisso quando os de Lisboa distribuem ofertas pelos participantes

Bem, tenho feito as distâncias que têm sido propostas. Não é o melhor mas é o que se arranja. Não há pressão do tempo, do público, as palmas, os sorrisos, a competição, as ultrapassagens, nem os dorsais. Porém, à falta de melhor, há sempre o estímulo de gravar e registar seja as fotos, seja os tempos.

Das organizações, é o que se arranja para se manterem ativas porque têm que ser criativas.

A propósito, a corrida Milionária em Espinho continua a inovar. Vai ser virtual com hora e distância marcada. Todos os que concluírem habilitam-se aos prémios que haveria na prova física (que após pandemia poderão diferir de acordo com o patrocinador). É um grande incentivo!
Já não permite inscrições e premeia quem se inscreveu e pagou na 1ª fase que foi até Fevereiro (já tinha 600 inscritos).
Em Canelas, na Serra, o Grupo de Santa Isabel, fitou um trail na Serra para quem o quiser correr.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Bom senso das organizações de corrida

Nos últimos dias, já com mais segurança que há umas semanas atrás e em pleno desconfinamento, começam a aparecer algumas iniciativas e decisões quanto aos futuro das provas.

Já vi várias opções quanto às provas deste ano:

- canceladas com devolução da inscrição
- adiadas para 2021
- adiadas para o 2º semestre
- as três opções acima combinadas ou a opção de das duas delas.

Em todas pareceu-me haver bom senso das organizações. Porém, fiquei surpreendido com a decisão da Run Porto relativamente à Corrida do dia Pai. A organização resolveu enviar para casa dos inscrito, a t-shirt e a medalha, não possibilitando nem o reembolso (que compreendo) nem o adiamento.
O que devia ter feito era dar a opção: ou enviar para casa o kit ou em diferir para 2021 a inscrição entregando o kit de 2020. Todos perceberíamos e seria justo. O argumento dos custos incorridos esbate-se na imposição da opção que a organização pareceu a que melhor representava os seus interesses.
Não concordo! Não houve bom senso.

Surgem também corridas solidárias. 
Os "Kilometros em Casa" foi a iniciativa mais participada, surgindo outros como a "Corrida para a Vida" e a "Maratona Virtual Solidária". Esta última da Run Porto foi a única que impôs donativo mínimo (e logo 10€) . Não sei o que passa com esta empresa, mas não concordo mais uma vez. Não irei participar. Não é pela causa, é pela imposição de valor.

Esta semana surgiu um novo conceito: corridas virtuais gratuitas. Um série de desafios de distâncias semanais, com a particularidade de não haver "kit", mas os patrocinadores darem uns brindes aos participantes. Todos podemos participar, cada um faz onde quer e pode-se partir as distâncias ao longo dos dias. Muitos parabéns às marcas que associaram a este desafio inclusivo: EDP, Vodafone, Luso, Jogos SC, Renault, CME e Mimosa.
Acredito que muitos adiram por terem esta "cenoura".

Não sei se em 2020 vamos correr todos juntos novamente. Para já não, mas a situação muda muito rapidamente.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Corridas virtuais solidárias

Sem a possibilidade de haver corridas físicas, têm surgido as corridas solidárias virtuais.

As inscrições são em forma de donativo e não há prémios. O que conta é participar. A mais relevante e onde também participei foi a do Kilómetros em Casa.
Gostei da forma exemplar como foi organizada.

À frente tinha atletas amadores de grupos de corrida da zona de Paços de Ferreira, que deram a cara e logo comprometeram o destino dos fundos. Isso foi logo fator de confiança. Por outro lado, tinham um site bastante simples e funcional.
Conseguiram ainda algum merchandising associado com a venda a reverter para a campanha. Contou também com ampla divulgação de outros grupos amadores de corrida da zona Norte, sendo determinante para o sucesso.

Quando há vontade e generosidade, a obra nasce e cada um contribui com o pode e o que quer.

Mais outras iniciativas semelhantes ocorreram e ocorrerão.
Para já, Maio e Junho têm os seus eventos cancelados. Uns devolveram o dinheiro, outros adiaram para 2021, outros deram a opção de ou 2021 ou uma nova data em 2020 (sempre arriscado).
Para as empresas organizadoras que têm salários para  pagar no fim do mês não é nada famoso o cenário não pela falta de procura, mas pela indefinição de datas e pelos custos de garantir a segurança dos atletas.

Vamos acompanhando.

sábado, 28 de março de 2020

Provas canceladas - um prejuízo para os organizadores

A Primavera é um dos pontos altos das provas de corrida e trails.
Com tudo suspenso, houve organizações que optaram por adiar, outras mesmo por suspender.


As provas previstas para Março, Abril e Maio já tinham as fases promocionais terminadas, já com uma boa previsão do nº de atletas. Muitos dos custos já foram incorridos e o material já estava comprado, sejam as t-shirts (eu bem digo que é um desperdício), sejam as medalhas, sejam os brindes (quando há), sejam os saquinhos do kit's. Percebe-se o problema de devolver o dinheiro aos atletas. Para devolver aos atletas, não se poderá pagar aos fornecedores. Agora tem de se encontrar soluções justas e não escudar apenas no "regulamento" porque é inesperado para todos.
O licenciamento consegue-se adiar e nos trails os caminhos terão de ser novamente limpos.


Agora vamos à outra parte: existem organizações amadoras que não visam o lucro e onde o preço das inscrições visam apenas cobrir os seus custos com o evento (vivem do voluntariado e do amor à camisola dos seus membros) e existem as organizações empresariais. Essas sim, têm a verdadeira batata quente. Têm salários para pagar, obrigações fiscais e afins. Mais dependentes dos patrocínios (sponsors) vão ter mais dificuldades.

Assim de repente ocorrem-me as seguintes atividades afetadas:
- Clubes e empresas organizadoras - sem receitas nenhumas 
- Estampagem de camisolas
- Gravação de medalhas
- Cronometragem
- Impressão de dorsais
- Saquinhos e merchandising associado

Das provas marcadas já vimos as opções: 
i) o adiamento para uma nova data 
ii) quem não aceitar/puder, dão a t-shirt/kit 
iii) a opção de diferir a inscrição para o próximo ano - diria a opção mais prudente
iv) Para as organizações mais atrasadas, já se anunciou a devolução dos valores pagos e cancelamentos.

Sobre os adiamentos, algumas organizações estão a adiar para Setembro. Outras, mais prudentes, ainda não dão nova data. Um dos problemas é que não vai haver datas perfeitas e vai haver coincidências de outras provas.

Para os tempos que se avizinham e depois da pandemia passar, dos atletas acho que vai depender muito dos preços. Muita gente vai correr na rua (é gratuito e vai-se precisar de esticar as pernas e emagrecer), mas pouca gente vai estar disposta a estar em provas caras até porque há muita incerteza e pessoas sem emprego onde esse dinheiro, mesmo não sendo nada de extraordinário, vai fazer falta.

PS.: Elogio a Prozis que fechou as inscrições em todos os eventos. Mas não percebo porque razão a Lap2Go também não fechou as inscrições. Até para proteger os inscritos de eventuais cancelamentos, deveria ter feito o mesmo!

domingo, 15 de março de 2020

Não há treinos nem provas - agora é conter o vírus

Tudo parado, tudo suspenso.
Não há treinos e muito menos provas.
Não se sabe até quando.
Quem quiser, pode e deve fazer exercício físico em CASA. Não é fora e muito menos em grupo.

Hoje, domingo, as app's mostram fotos de pessoas a treinar em grupo. Mesmo com os cuidados, para quê correr riscos? Não podem ficar 1 ou 2 semanas sem correr? Façam-no em casa!

Até no abastecimento de combustível, ao tocar na maçaneta do prédio podem apanhar vírus. Já basta para ir trabalhar, comprar comida ou pôr o lixo!

Confiantes que tudo vai acabar bem, é uma incógnita o que vai acontecer com as provas adiadas (e pagas). Além da expectável sobreposição, haverá naturais desistências. Haverá reembolsos? Haverá como compensação o envio do kit sem reembolso?
Muitas questões sem resposta onde se espera o bom senso. Mas primeiro conter o vírus.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Primeiro preço com muita antecedência

Estou com algumas dificuldades no planeamento das provas.
Hoje em dia já são tantas que tem que haver uma triagem entre o que queremos repetir, experimentar e eliminar.

Até fiz um excel para me ajudar a planear.
À semelhança de 2019, há uma concertação muito em grande em Junho.

Duas provas que quero fazer em 2020 têm o primeiro preço a acabar na 6ª feira, no caso os trilhos da Mamoa e a Corrida Milionária. Estamos a falar de 11 € e 10 €, respetivamente.

Porém com tanta antecedência levanto o desafio, como é que com cinco meses de antecedência conseguimos planear corridas?

Entretanto já foi divulgado o circuito trail de Santa Maria da Feira para 2020 (trails gratuitos com fitagem e abastecimento). Este ano não há grande inovação, mas têm a particularidade de terem o mesmo percurso que os trails pagos (caso dos termais, Mamoa, Inha/Pernetas/Trepa Solidário Caldas S. Jorge)..

Por essa razão e devido ao elevado preço mesmo com antecedência, desisti de me inscrever no Trail da Mamoa.


sábado, 25 de janeiro de 2020

Definir a agenda para 2020

Estamos em Janeiro, mas é uma boa prática definirmos quais as corridas que queremos ir, as que não queremos, fazer um orçamento para nos inscrevermos logo na primeira fase e para evitar até que nos inscrevamos em provas no mesmo dia.

Outra vantagem é evitar inscrições em dias que estejamos a pensar ir de férias ou que não possamos mesmo nos inscrever.

Para isso, fui ao Dr. Google e obtive um calendário onde já fui colocando algumas provas que já têm dia marcado. Aproveitei e também já registei os dias e fins de semana que não poderei mesmo ir.

Ao colocar no calendário, apercebi-me que há muitas provas em Maio e Junho. Algumas não estão confirmadas, mas pressupus a sua continuidade nas datas do ano passado.
Para já, inscrevi-me em duas provas a decorrer em Abril e Maio.

Conto também ir a caminhadas solidárias que haja aqui perto, a preços razoáveis, mais do que fui no ano passado.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

São Silvestre de Espinho 2019

Este ano, além da S. Silvestre de Ovar, fiz a São Silvestre de Espinho.

Habitualmente é em Janeiro e este ano não fugiu à regra. A organização pertenceu à Atletas.net com um percurso a duas voltas igual à edição anterior.

O tempo estava fresco, com o habitual vento em Espinho e muitas caras conhecidas. Cumprimentos e conversas antes da partida e durante o aquecimento junto ao Centro Multimeios.
A t-shirt apesar de ser da "Rolly" tinha um design bastante atrativo.

À hora marcada iniciamos a corrida num percurso com um misto de plano e inclinações. O mapa ditou um "H" nas ruas paralelas e perpendiculares na cidade. Começa com uma descida pela Rua 23, sobe-se a 19 e entra-se nas retas da 24 e depois da 32. Aqui está a maior dificuldade da prova pois é onde tem a subida mais inclinada.
Ia lançado e fiz muito bem quer a primeira, quer a segunda volta.

No fim, não havia sólidos. Só água, leite e a medalha.

sábado, 28 de dezembro de 2019

A importância das t-shirts nas corridas

E se as organizações deixassem de dar t-shirts nos "kits" e baixassem o preço?

Na maioria das corridas, a t-shirt está incluída no preço. Se nas mais populares, a % de utilizadores das mesmas na prova é elevada, nas menos populares (como por exemplo os Grandes Prémios), os atletas usam a dos respetivos clubes.


A maioria das organizações opta por poupar aí uns euros. Oferece t-shirts técnicas sem grande qualidade.
As próprias marcas não se associam muito a este potencial. A New Balance apenas patrocina a S. Silvestre de Lisboa, a Joma associa-se às da GlobalSports/algumas da Run Porto e Corrida Milionária, enquanto a 42K se deu a conhecer na Corrida de S. João do Porto, Meia de Ovar e a S. Silvestre do Porto (substitui a Asisc).

As t-shirts são depois usadas para treinar no dia a dia. Mas as pessoas usam as melhores. Portanto, são as referidas acima que mostram os patrocinadores, as próprias marcas e publicitam as provas.

Por isso defendo que as marcas e organizadores de corrida deveriam refletir: ou dão uma t-shirt de qualidade e pagamos por ela ou não dão t-shirt e baixam o preço.

Diria mais, hoje em dia com tantas t-shirts, penso que não tarda, as organizações vão diversificar o merchandising. A RunPorto já experimentou os coletes, mas creio que não tarda chegarão os calções das provas.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

São Silvestre de Ovar 2019


A São Silvestre de Ovar de 2019 foi a primeira em que participei nesta cidade.

No ano passado, houve muitas críticas em relação à organização e este ano foi entregue ao Clube Atletismo de Ovar. Para a primeira vez nãos e safaram nada mal. Bons patrocinadores, um percurso reto, pena o mau tempo a complicar. Felizmente durante a prova não choveu.

A inscrição estava abaixo da média das corridas talvez para reconquistar os atletas que a edição de 2018 afastou. 7.5 € até vinte dias antes da prova é acessível. Talvez por isso, aliada à mudança de organizadores tenha levado 1.200 pessoas a desafiar o frio e o vento.

Quem tem um Malaquias como patrocinador, tem tudo. Um saco cheio de bebidas, bolachas, fruta e chocolates para repor as energias. A t-shirt era verde, da "Makito" - sem grande design e sem grande qualidade. Ainda assim questiono a razão de ser de manga curta... Com um preço baixo, não se podia exigir mais.

Ao nível dos tempos, consegui superar as marcas mais recentes, mas não tenho o histórico atestar a evolução.

Fiquei satisfeito com a edição de 2019.